PARADOXO DO QUEIJO SUíÇO
Author Data 16/09/2020 Comentários 0 Visitas - 46

“Uma das principais características que atribuem qualidade ao Queijo Suíço é o grande número de furos em seu interior. Para que este queijo seja reconhecido como um produto de qualidade ele precisa ter muitos buracos. Quanto mais buracos, melhor o queijo. Mas, a questão é que; quanto maior o queijo, maior o número de furos, e, quanto mais furos, menos queijo (lógico, onde há um buraco, não há queijo). Portanto, seria correto dizer que: Quanto mais queijo, menos queijo” O pensamento acima é uma demonstrações da “profundidade abstrata do raciocínio vago e desnecessário”. Abstrato porque não se pode discernir […]
“Uma das principais características que atribuem qualidade ao Queijo Suíço é o grande número de furos em seu interior. Para que este queijo seja reconhecido como um produto de qualidade ele precisa ter muitos buracos. Quanto mais buracos, melhor o queijo. Mas, a questão é que; quanto maior o queijo, maior o número de furos, e, quanto mais furos, menos queijo (lógico, onde há um buraco, não há queijo). Portanto, seria correto dizer que: Quanto mais queijo, menos queijo”??? O pensamento acima é uma demonstrações da “profundidade abstrata do raciocínio vago e desnecessário”. Abstrato porque não se pode discernir exatamente o que o autor quer dizer com isso, vago porque, apesar de bonito, não diz nada, e desnecessário porque não acrescenta de fato enhuma informação ou conhecimento relevante. Talvez não nos demos conta do quanto este tipo de “pensamento” está presente em nosso dia-a-dia, e o quanto nos influencia. Penso que no texto bíblico de Romanos, capítulo 12, verso 2 onde diz; “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela pela renovação da sua mente…”, o apóstolo Paulo, que era um extraordinário pensador, quer nos incitar ao pensamento, ao entendimento, ao raciocínio, e mais, à mudança em nossa maneira de vermos as coisas e, consequentemente, na maneira como agimos. Afinal, alguém que pensa é alguém que analisa, que duvida, que entende, que concebe, que afirma, que quer, que não quer, que imagina e que sente. Em nossos dias, parece que esta capacidade (a de pensar) vem se perdendo. Ou seja, temos deixado de lado nossa habilidade de exercer o pensamento crítico e o raciocínio lógico. Com isso, a cada dia somos “invadidos” por “pensamentos” como os do inicio deste texto. Nossa prática de vida social, política, cultural, religiosa, etc., não é uma prática interrogativa que se permite perguntar, questionar, discordar sobre o porquê das coisas. Ao contrário, nossa prática é passiva, conformada, inexpressiva. Por isso, somos discaradamente manipulados, ludibriados, roubados, manobrados ao bel prazer de pessoas inescrupulosas, mal-intencionadas e aproveitadoras. De modo geral, em nossa sociedade o pensamento crítico, ou seja, a atuação inteligente e interrogativa frente às informações é suprimido e substituído por ideias pré-concebidas. Nossas escolas, em sua maioria, baseiam seu ensino em mera transmissão de conteúdo repetitivo, não importando se os alunos estão realmente compreendendo a relevância e aplicação prática daquilo que veem. Nossos representantes políticos, apesar de, em época de campanha, alardearem seus projetos educacionais, depois de eleitos sequer fazem conta da real necessidade de melhorias na educação. Em nossas igrejas, teólogos, pastores, professores, padres e outros, repetem sempre o mesmo enredo que valoriza muito mais a criatura do que o Criador. E o pior é que parece que nosso cérebro congelou, estagnou, parou de funcionar. Não temos mais a capacidade de raciocinar, discordar, confrontar. E assim, como “paralíticos” cerebrais vamos aceitando todo e qualquer engodo que vai nos sendo oferecido. E então, vamos continuar nesse “caldeirão” “fantástico” sendo manipulados por nosso “big brother” no “domingão” até “altas horas”? Vamos deixar que essa “novela” (que não vale à pena ver de novo) de comportamento nos ensine como agir, falar, e até mesmo como nos vestirmos? Vamos continuar permitindo que nossas “autoridades” se “auto-autorizem” a roubar, mentir, enganar, superfaturar, esconder nas cuecas, nas meias, nas bíblias, etc.? Não, definitivamente este não é o futuro que quero para minhas filhas. Por isso, parafraseando a “grande filósofa do desenho animado, Pinky Dinky Doo, eu às digo: PENSEM FILHAS, PENSEM!!! “O problema da maioria das pessoas é que elas pensam com suas esperanças, seus temores ou desejos, e não com suas mentes”. Will Durant - Filósofo, historiador e escritor Norte-americano.

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